Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!
Amigos leitores, após alguns meses distante de vocês por motivos pessoais (monografia) estou retornando com alguns textos lidos durante esse período de intenso estudo e reflexão.
Espero que aproveitem a leitura. Abraços
O direito à preguiça – Paul Lafargue
“As pessoas que se dedicam aos trabalhos manuais nunca são elevadas a altos cargos, e com razão. Condenadas na sua grande parte a estar sentadas todo o dia, algumas mesmo a suportar um fogo contínuo, não podem deixar e ter o corpo alterado e é muito difícil que o espírito não se ressinta disso.” - Xenofonte em O Econômico
Publicado em Paris no ano de 1880 em forma de panfleto, é considerado uma obra-prima de crítica ao regime capitalista.
Na época, os trabalhadores nas oficinas parisienses trabalhavam em média 12 horas por dia e, às vezes, a jornada de trabalho se estendia por até 17 horas. A isso se somava a circunstância de muitos operários estarem convencidos de que o trabalho em si mesmo era uma atividade dignificante, divina e benéfica.
A moral capitalista toma como ideal reduzir o produtor ao mínimo mais restrito de necessidades, suprimir as suas alegrias e as suas paixões e condená-lo ao papel de máquina que produz trabalho sem trégua nem piedade.
O amor ao trabalho. Uma paixão moribunda levada ao cúmulo do esgotamento das forças vitais do indivíduo e sua prole. Uma loucura que arrasta consigo misérias individuais e sociais alimentada por homens cegos e limitados que ousaram ser mais sábios que o seu próprio Deus. O Deus que condenara o homem a trabalhar como castigo a sua desobediência.
Na sociedade capitalista, o trabalho é a causa de toda a degenerescência intelectual e de toda a deformação orgânica. O corpo esmorece e a cabeça esvazia-se.
Os gregos da época áurea só tinham desprezo pelo trabalho. Só os escravos trabalhavam. Ao homem livre destinavam-se os jogos de inteligência e as atividades físicas. Era também a época em que se respiravam ares de Aristóteles, Fídias e Aristófanes. Os filósofos da Antiguidade ensinavam o desprezo pelo trabalho.
Em 1770, apareceu, em Londres, um escrito anônimo intitulado: An Essay on Trade and Commerce, onde seu autor indignava-se pelo fato de que:
“… a plebe manufatureira da Inglaterra meteu na cabeça a idéia fixa de que, na qualidade de ingleses, todos os indivíduos que a compõem têm, por direito de nascimento, o privilégio de serem mais livres e mais independentes do que os operários de qualquer outro país da Europa.”
Em outro trecho:
“É extremamente perigoso encorajar essas manias num Estado comercial como o nosso, onde, talvez, sete oitavos da população têm pouca ou nenhuma propriedade.”
Para extirpar a preguiça e refrear os sentimentos de orgulho e de independência que ela provoca, o autor de Essay on Trade and Commerce propunha que se encarcerassem os pobres em ideal workhouses, que se tornariam:
“… casas de terror, onde se teria de trabalhar 14 horas por dia, de tal maneira que, subtraído o tempo das refeições, restariam 12 horas de trabalho plena e completas.”
E não apenas homens, como também mulheres e crianças. No primeiro Congresso de Benemerecência realizado em Bruxelas em 1857, um dos mais ricos manufatureiros de Marquette, o Sr. Scrive, sob os aplausos dos membros do congresso, contava com a mais nobre satisfação de um dever cumprido:
“Introduzimos alguns meios de distração para as crianças. Nós a ensinamos a cantar durante o trabalho, a contar também enquanto trabalham: isso as distrai…”
A máquina libertadora torna-se então uma sujeição dos homens livres. A sua produtividade os empobrece.
À medida que a máquina se aperfeiçoa e reduz o trabalho do homem, o operário, em vez de prolongar o seu repouso proporcionalmente, redobra de ardor, como se quisesse rivalizar com a máquina.
A classe capitalista viu-se então condenada à preguiça e ao prazer forçado, à improdutividade e ao super consumo. A abstinência a que se condena a classe produtiva obriga os burgueses a dedicarem-se ao super consumo dos produtos que ela manufatura desordenadamente.
Para obrigar os capitalistas a aperfeiçoar as suas máquinas de madeira e de ferro, é preciso aumentar os salários e diminuir as horas de trabalho das máquinas de carne e osso. Como escreveu o Sr. Louis Reybaud, em Le Coton, son Régime, sés Problèmes, 1863:
“De um modo geral, é a partir das condições da mão-de-obra que se regula a revolução nos métodos de trabalho. Enquanto a mão-de-obra fornece os seus serviços a baixo preço, esbanjam-na; procuram poupá-la quando os seus serviços se tornam mais caros.”
Se diminuindo as horas de trabalho, se conquistarem para a produção social novas forças mecânicas, obrigando os operários a consumir seus produtos, conquistar-se-á um imenso exército de forças de trabalho. A burguesia será aliviada de seu árduo papel de consumidor universal. Será o tempo da releitura das condições sociais.
Há de se proibir o trabalho. E então experimentaremos o aperfeiçoamento da humanidade. O trabalho deve existir para reproduzir as condições humanas de subsistência.
Ò Preguiça, tem piedade da nossa longa miséria! Ó Preguiça, mãe das artes e das nobres virtudes, sê o bálsamo para as angústias humanas!
Platão:
“A natureza não fez nem os sapateiros nem os ferreiros; essas ocupações degradam as pessoas que as exercem, vis mercenários, miseráveis sem nome que, pelo seu próprio estado, são excluídos dos direitos políticos. Quanto aos mercadores acostumados a mentir e a enganar, só serão suportados na cidade como um mal necessário. O cidadão que se tiver aviltado pelo comércio será perseguido por esse delito. Se se provar a acusação, será condenado a um ano de prisão. A punição será duplicada em cada reincidência.”
Aristóteles:
“… se cada utensílio pudesse executar sem intimação, ou então por si só, a sua função própria, tal como as obras-primas de Dédalo se moviam por si mesmas, ou tal como os tripés de Vulcano que se punham espontaneamente ao seu trabalho sagrado; se, por exemplo, as lançadeiras dos tecelões tecessem por si próprias, o chefe de oficina já não teria necessidade de ajudantes, nem o senhor de escravos.”
O sonho de Aristóteles é a nossa realidade. As nossas máquinas, com membros de aço, infatigáveis, de maravilhosa e inesgotável fecundidade, realizam por si próprias docilmente o seu trabalho sagrado; e, no entanto, o gênio dos grandes filósofos do capitalismo continua a ser dominado pelo preconceito do salariado, a pior das escravaturas. Ainda não compreendem que a máquina é o redentor da humanidade, o deus que resgatará o homem das sordidae artes e do trabalho assalariado, o deus que lhe dará tempos livres e a liberdade.
Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!
Olá amigos leitores,
Hoje a cidade do Rio de Janeiro está completando mais um ano de vida. Fundada por Estácio de Sá em 01 de março de 1565, a nossa cidade maravilhosa ainda precisa evoluir em muitos aspectos.
Um deles, e acredito que seja unanimidade entre seus habitantes e frequentadores, é a segurança pública. Quem nunca viu, ouviu ou já sofreu com a violência no Rio de Janeiro?
Nos últimos tempos, um novo conceito de combate à violência tornou-se alvo de elogios da mídia e de propaganda eleitoral. A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).
Não estou aqui para criticar o novo modelo. Antes acredito que é uma ação que já deveria ter sido tomada a muito tempo. O que me chama atenção não é o modelo mas sim o modo como está sendo implantado. E encontrei no Deputado Estadual Marcelo Freixo do PSOL/RJ um “aliado”.
A falta de atenção àquela área (Zona Norte) é uma das razões das críticas mais enfáticas. “A Cidade Maravilhosa está na zona sul. Até aqui se optou principalmente por proteger essa ‘Cidade Maravilhosa’, ironiza o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). FONTE IG.
E-mail enviado em 22/12/2009.
Ao Excelentíssimo Sr. Deputado Marcelo Freixo. Primeiramente venho agradecer a sua luta pelos direitos humanos e indignação pelo modelo de pacificação adotado pelo governo que ao meu modo de ver é para satisfazer a minoria e agradar ao turista. Não sou da cidade do Rio de Janeiro, moro em São Gonçalo, mas estou muito preocupado com essa preferência pela implantação das UPP’s na Zona Sul. É fato que com a ocupação das favelas, pela polícia, da Zona Sul os traficantes que lá atuavam vão procurar “novos mercados”. Basta ver o que já está ocorrendo em São Gonçalo (guerra entre facções criminosas). Há algum plano secundário para evitar essa migração do tráfico? Ou a maioria da população vai pagar pela proteção da burguesia que muitas vezes é consumidora das drogas que alimentam o tráfico?
Porque não começar pelo Complexo do Alemão que ocupa mais de 5 bairros e está no coração da Zona Norte. Porque não o Jacarezinho que impede o livre trânsito das pessoas que moram na Zona Norte?
Certo de sua atenção, Ansioso por sua resposta.
Resposta recebida em 27/02/09.
Prezado Rafael Tavares,
Nosso mandato tem buscado não aderir à euforia da mídia na abordagem das UPPs. Outras iniciativas semelhantes, como o GPAE, também foram muito comemoradas, mas hoje pouco se fala, quando não se critica.
Preferimos propor uma mundança completa do modelo de segurança pública, e não a instituição de “ilhas de excelência”, escolhidas para tranquilizar apenas alguns.
Temos dito que uma política de segurança sustentável depende de uma política de segurança social. Segurança pública é muito importante para ser entregue unicamente à polícia.
As favelas não devem ser entendidas como territórios inimigos, a serem ocupados. O Estado deve chegar a essas localidades em sua totalidade, e não apenas para vigiá-la.
Com frequencia, apresenta-se as UPPs como um grande avanço frente à violência do tráfico. Consideramos esta comparação descabida. Temos que avaliar o modelo não com a tirania do comércio varejista de drogas, porém com as exigências dos direitos humanos e constitucionais, que oferece segurança à cidadania sem relativização das liberdades.
Atenciosamente,
Mandato Dep. Estadual Marcelo Freixo – PSOL/RJ
Assessoria em Segurança Pública
O que você acha de tudo isso? Opine!
SV
Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!!!
Camaradas leitores e leitoras (risos),
Não. Não virei socialista, ainda! Talvez se me pusesse a estudar melhor O Capital.
A Venezuela está vivendo hoje mais um capítulo de sua história. Algo ainda obscuro para nós brasileiros. Sentidos ainda ofuscados pela nossa tendenciosa e talvez maliciosa mídia.
Eu não estou aqui para dar minha opinião sobre Hugo Chavez. O que sei, pelos brasileiros e pelos venezuelanos, distoa de uma prévia concordância.
Venho aqui tratar de um assunto muito específico. Um dos assuntos mais discutidos pela mídia brasileira. A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Propaganda da Oposição
O que a mídia mundial divulga é o que tem chegado aos nossos olhos e ouvidos. Talvez estejam buscando a aprovação popular para algum tipo de ação. E não me surpreenderia se a mesma fosse militar.
Alguém conhece a resposta de Chavez? Ou ele não respondeu?
Respondeu sim. Basta você conhecer os dois lados e formar a sua própria opinião. Ou você quer seguir às cegas?
Segue abaixo parte de seu discursso (PARTE II):
“En muestra fehaciente de una carencia palmaria de agenda política, la irracional “oposición” venezolana vuelve a cabalgar sobre la supuesta ausencia de libertad de expresión en el país con el afán de crear un clima de desestabilización y violencia. Esto amerita cierta reflexión.
El argumento que más se escucha en la menguada protesta es que el Gobierno impide o coarta la libre expresión del pensamiento. El problema no está allí, lo sabemos todos y todas.
Pregúntese cualquiera de ustedes, compatriotas, hombre o mujer, joven que me lees: ¿Qué hacer cuando un canal de televisión no quiere cumplir las leyes? ¿Cuándo no se pone en consonancia con la Ley de Responsabilidad Social en Radio y Televisión?
¿Qué hacer cuando un canal pretende pasar por internacional, con un 94% de producción nacional, burlándose de la legalidad vigente?
¿Por qué este canal no toma el ejemplo de infinidad de señales internacionales que salen a diario sin problema alguno? ¿Por qué sus directivos no comparecen ante los entes correspondientes y consignan los documentos requeridos?
El cuerpo legal del país no puede funcionar de acuerdo a los caprichos de la patronal mediática. No podemos ser complacientes con la ilegalidad, ni con la violencia desestabilizadora.
Por eso le digo al pueblo venezolano que no caiga en provocaciones: no le hagamos el juego a un grupo empresarial de la comunicación y a sus aliados que están buscando un pretexto para soliviantar la tranquilidad nacional.
El problema de fondo radica en que la oligarquía quiere entender la libertad, única y exclusivamente como el principio que garantice sus propios designios: a la medida de sus particulares intereses y privilegios. Así quedó demostrado el 12 de abril de 2002 cuando pateó a la Constitución y arrasó hasta con el más mínimo vestigio de legalidad. No señores, entiéndanlo de una buena vez, aquí hay un Estado social y democrático, de derecho y de justicia, que legítimamente el pueblo venezolano se ha dado en pleno ejercicio de su soberanía. Y Pueblo, Gobierno y Fuerza Armada Bolivariana, en unidad indivisible, estamos dispuestos a hacerlo respetar. ¡No podrán con nosotros y nosotras!
Nuestra Constitución y nuestras leyes forman el cauce de un destino que nos involucra a todas y todos por igual: aquí nadie está por encima de la ley y el Estado ya no está al servicio, como lo estuvo durante cien años, de los intereses y privilegios de los poderosos.
En realidad y en verdad, los jefes de la contrarrevolución no están haciendo otra cosa que reeditar un formato que ya conocemos. Se trata, una vez más, de embaucar a ciertos grupos para que les hagan el mandado: usándolos, como carne de cañón, en protestas que no se atreven a encarar.
Duele e indigna tener que recordarlo: ya la irresponsabilidad criminal de sectores apátridas le ha costado a Venezuela estos últimos días la muerte de dos jóvenes en Mérida. Dos asesinatos perpetrados por bandas en las que la presencia del paramilitarismo y del fascismo es evidente. Igualmente, fueron heridos a balazos dos guardias nacionales bolivarianos, así como agredidos y heridos numerosos policías en varias ciudades del país.
En el fondo, el pretexto es lo de menos: hoy es por un canal de televisión, mañana por la inseguridad y pasado por vaya usted a saber qué. Se trata de la misma tentativa desestabilizadora de siempre: de la misma conspiración mediática. Es el mismo golpe interminable desde abril de 2002, ahora enmarcado en el contraataque imperial.
Lo repito: ante esta situación, necesario es que nuestro pueblo se despliegue en batalla, con el partido, los estudiantes, la clase obrera, los movimientos campesinos, las mujeres, todas y todos en la vanguardia, con el fin de preservar la paz y la tranquilidad de todos los venezolanos y venezolanas: todos, esto es, incluidos quienes nos adversan, porque nada está por encima de la Patria. La presencia viva y activa de los estudiantes revolucionarios en las calles debe convertirse en un muro de contención que disuada y neutralice a quienes pretenden incendiar nuestras ciudades.
Y no menos necesario es que la Revolución no pierda la iniciativa y lleve el ritmo del combate en todos los terrenos. Especialmente, en el terreno comunicacional debemos tomar la ofensiva con todo el poder crítico y creador de la artillería del pensamiento”
O discursso na íntegra você encontra em http://www.diarioveaonline.com/

Iniciativa das Torcidas Organizadas de Botafogo e Vasco
Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!
Olá amigos leitores,
Para meu coração não ficar muito endurecido com a política e a economia, fui convidado pelo meu amigo Michael Freitas a falar um pouco sobre bebidas, já que sou bartender. Adorei a idéia e espero que o primeiro post (Chope ou Cerveja) tenha agradado.
Hoje reservo um espaço a uma das bebidas mais interessantes deste globo. A Tequila. Aliás, quem nunca se apaixonou por uma tequileira??? E não só pelas belas morenas que nos fazem girar a cabeça (literalmente) que a bebida nos encanta. Há quem diga que a tequila é a cachaça que deu certo. E deu mesmo.
Em menos de duas décadas, a mexicana tequila conquistou o mundo.
Como a tequila conseguiu deixar de ser uma bebida desconhecida para se tornar uma mania mundial?
O volume de vendas de tequila dobrou em pouco mais de cinco anos, crescimento considerado impressionante. Esse crescimento foi impulsionado justamente pelas bebidas de preço mais alto, o que mostra que a tequila está na segunda etapa de sua consolidação internacional. Se antes era uma bebida destinada a jovens em festas universitárias, hoje é um concorrente dos mais sofisticados uísques e vodcas.
As fabricantes vêm investindo fortemente nesse segmento. Em 2008, a Jose Cuervo lançou no mundo inteiro, inclusive no Brasil, a José Cuervo Black, idealizada para competir com uísques 12 anos. Por aqui, a garrafa custava 72 reais. Em um mês, todo o estoque trazido ao país foi esgotado. Para quem ainda duvida que tequila e sofisticação combinam, um aviso: o destilado mais caro da história é uma tequila, a Ley .925 Ultra Premium.

Ley .925 Ultra Premium
E foi graças a um audacioso golpe de marketing, que incluiu garrafa de platina e detalhes de ouro, a bebida conquistou seu espaço no Guinness Book: foi vendida por 225 000 dólares.
Como a tequila conseguiu?
A bebida é produzida por meio da destilação do agave, planta semelhante a um cacto que nasce no estado mexicano de Jalisco, e passa por um período de maturação que varia de oito a dez anos. Quanto mais envelhecida, mais suave é o sabor da bebida – e mais salgado é seu preço.
A tequila vem sendo consumida no México há quase 500 anos. Até o fim do século passado, porém, era ignorada fora das fronteiras mexicanas.

Dejoria
Foi necessário o tino empreendedor de um americano, John Paul DeJoria, para globalizar a bebida. Filho de imigrantes, DeJoria chegou a morar na rua antes de se tornar pequeno empresário, vendendo produtos para cabelo de porta em porta. Em 1989, conheceu a tequila. A primeira experiência foi amarga, mas determinante para que o empresário se empenhasse em desenvolver algo mais suave. Três anos depois, tornou-se o primeiro importador da bebida nos Estados Unidos. DeJoria e seu amigo Martin Crowley fundaram a Patrón Spirits, primeira companhia a oferecer tequila ultrapremium fora do México. Hoje, DeJoria é um dos empresários mais ricos dos Estados Unidos. Sua fortuna é estimada pela revista Forbes em 2,5 bilhões de dólares.
Além de consumida com limão e sal (forma mais tradicional), a tequila também entra em composição de coquetéis. Um dos mais famosos é o Tequila Sunrise.

Tequila Sunrise
A História deste drink é bem curiosa. Credita-se a invenção ao astro do rock Mick Jagger, líder e vocalista dos Rolling Stones. No final dos anos 70, numa turnê pelos Estados Unidos, foi proibido pelo médico que acompanhava a banda de ingerir qualquer bebida alcoólica. Enganando o médico e, principalmente, o guitarrista Keith Richards, Jagger passou a misturar suco de laranja com Tequila, dando a impressão de manter religiosa abstinência. A burla só foi revelada no final da temporada, com Jagger gozando de boa saúde. Depois, a bebida foi aperfeiçoada e recebeu a adição de grenadine (xarope de romã) e ganhou o nome de “Tequila SunRise”.
Ótimo drink. Refrescante, saboroso, tropical e tem um belíssimo visual.
SV
Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!
Olá amigos leitores,
“… et qu’on ne peut comparer les prix du Rafale et du Gripen, un simple monomoteur.”
(Jean-Pierre Langellier – Le Monde)

Em apenas uma frase, com tom de ironia, JP Langellier resumiu a inconsistência de um relatório técnico da aeronáutica de aproximadamente 30.000 páginas.
Eu, nunca antes na história deste país, havia percebido nas forças armadas o voto de pobreza.
Porque preferir “un simple monomoteur” ainda em fase de desenvolvimento a um caça já experimentado e bem avaliado? (Inclusive a Suíça pretende renovar sua frota com Rafales)
Será que é o preço? (Talvez esteja na hora de trocar as belas taças de cristais que servem aos nossos Generais)
Faço límpida a decisão de deixar de fora a questão de transferência de tecnologia já que promessas são promessas. (Vamos cobrar que estejam em contrato, tudo preto no branco)
36 caças para proteção. Mas a guerra já começou!
Datada de 21/12 do ano passado o Programa Nacional de Direitos Humanos 3ª edição (PNDH=3) incomodou a classe militar, a imprensa e deu início a um período de conturbações sem data para findar. É bem verdade que as proposições, em sua maioria, podem ter várias interpretações (assim como todo texto) e necessitam de alguns esclarecimentos, mas, na realidade, se a ministra Dilma Roussef disser que só o São Paulo é Hexa a oligarquia irá discordar. (E não é que a primeira estaria certa!)
Não sou aviador e tampouco domino o assunto “aeroburocrata”. Mas quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Não se trata de preço e muito menos de vantagens. O Brasil sequer se inclina a batalhas, antes é conhecido e admirado como nação amiga.
2010 chegou é trouxe consigo as eleições. Enquanto os tucanos aguardam os acontecimentos de bico calado, o DEM bota a cara para bater e o PT começa a reverter a diferença nas pesquisas pela corrida presidencial.
A tentativa de revogação da Lei da Anistia é o primeiro, porém arriscado, passo para Dilma conquistar a adesão popular no Sudeste (região mais atingida pela ditadura militar). Colocar o Rafale como última alternativa é o contragolpe de direita.
Atenção senhoras e senhores passageiros desse colosso chamado Brasil:
A GUERRA COMEÇOU!!!
SV
Saudações Tavarianas, bem vindos à Terra!
Olá amigos leitores,

Ahhhh o Verão!!
O verão é a cara do Brasil e não podia deixar de ser da Cidade Maravilhosa.
Nestes últimos dias o calor está quase que insuportável (pelo menos para trabalhar) e sugestivo a um happy hour já que ninguém é de ferro!
Um dos programas preferidos do carioca é o famoso papo com os amigos no barzinho. E claro, não pode faltar uma…
…cerveja ou chope gelado???
Para um grande número de pessoas a diferença pode passar despercebida.
Mas em qualquer botequim a opinião é única: o chope é mais leve. E o é.
Ambos possuem a mesma formulação com a diferença de que a cerveja sofre o processo de pasteurização (processo em que a cerveja, já na garrafa, é aquecida a uma temperatura muito alta e logo em seguida resfriada de forma muito rápida, causando um choque térmico, e assim neutralizando a ação dos fermentos), que lhe confere uma vida útil maior, e o acréscimo de antioxidantes e estabilizantes. Já o Chope é a cerveja “crua”, isto é, não pasteurizada e sem qualquer aditivo, daí ter uma vida útil menor e ter que ser armazenada por menor prazo. O Chope, para os apreciadores, torna-se mais “leve”
com sabor diferenciado.
Comparação entre Chope e Cerveja
|
CARACTERÍSTICA |
CHOPE / CHOPP |
CERVEJA PILSEN- BRASIL |
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Validade |
10 dias fechado e 1 dia aberto (barril) |
6 meses fechada e poucas horas aberta |
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Pasteurização |
NÃO |
SIM |
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Antioxidantes |
NÃO |
SIM |
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Estabilizantes |
NÃO |
SIM |
|
Envasamento |
Barris de 10 a 50 litros |
Garrafa/Lata/Keg |
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Teor Alcoólico |
indiferente |
indiferente |
| Os principais ingredientes das cervejas são:
Água: Representa 90% da composição. Sua boa qualidade está diretamente relacionada com a qualidade final do produto. Malte: é a cevada que passou por um processo de germinação controlada. É considerado como a principal matéria-prima na confecção da cerveja. Adjuntos: são outros cereais que podem ser adicionados durante o preparo da cerveja, como milho ou arroz, resultando em cervejas de sabor, coloração e brilhos diferenciados. Lúpulo: o lúpulo é uma planta trepadeira originária das regiões temperadas do norte da Europa, Ásia e América, de cuja flor é extraída a lupulina, substância responsável pelo sabor amargo e aroma da cerveja, além de auxiliar na formação da espuma. São empregadas somente as flores femininas não fecundadas. Foram introduzidos pelos monges da idade medieval. Leveduras: Saccharomices cerevisiae e suas variantes (Saccharomyces uvarum, S. carlbergensis) são os microrganismos responsáveis pelo processo de fermentação da cerveja, transformando o mosto em álcool e gás carbônico (CO2). Leveduras de outros gêneros, como Brettanomyces, Candida,Hansenula, Pichia, Hansenula, Turulopsis e mesmo outras espécies de Saccharomyces estão relacionados com a deterioração das cervejas, sendo denominadas de leveduras selvagens. |
Preferências à parte, vamos aproveitar os 40° e curtir bons momentos com os amigos!
SV
Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!!!

Prezados leitores do Moderno Papo,
Todos tiveram a oportunidade de conhecer melhor, nos últimos dias, o Governador Arruda (ex-DEM/DF) em imagens e palavras.
O que me intriga e me entristece profundamente é que figuras como essas ainda estão no comando deste país.
Sabe o que ele aprontou dessa vez?
Arruda diz que perdoa os que o insultam pelo PANETONEGATE para que possa “ser perdoado também”.
“Perdoo, a cada dia, os que me insultam. Entendo as suas indignações pelas forças das imagens. E, sabem por que eu perdoei? Porque só assim eu posso também pedir perdão dos meus pecados”, desculpou-se Arruda.
“Eu quero dizer a vocês, de coração mesmo, que eu já perdoei todos os que me agrediram”.
Eu não podia deixar de responder ao Governador.
Segue abaixo meu pedido de desculpas:
Ao Exmo. Sr. Governador José Roberto Arruda,
Perdoai-nos porque não sabemos o que fazemos.
Perdoai-nos porque erramos e persistimos no erro.
Perdoai-nos pela nossa ignorância e tudo o que ela envolve.
Perdoai-nos pela nossa falha memória.
Perdoai-nos porque não temos um coração tão bom quanto o teu.
Perdoai-nos por querermos saber demais de coisas que nos são pertinentes.
Perdoai-nos por sentir indignação com o que falta com a verdade e com o que rouba.
Perdoai-nos por acreditar em imagens.
Perdoai-nos por duvidar de vossa fé.
Perdoai-nos por ainda estarmos de pé.
Perdoai-nos, Santíssimo Arruda, perdoai-nos.
Sem mais,
Rafael Tavares
rafael@modernopapo.com.br
SV

Saudades das palavras bem arrumadas...
Saudações Tavarianas, bem vindos à Terra!
Olá amigos leitores,
Preparando-me para dormir (ainda abalado pela saudade de meu filhote) liguei a TV no domingo por volta da zero hora para ver quem estava sendo entrevistado por Kennedy Alencar no programa É Notícia da RedeTV.
Confesso que não assisti ao programa completo (uma lástima), mas acredito que o mais importante pude captar. Amante de política (minha Cruz) deparei-me com um jovem político, até certo ponto experiente – está no seu terceiro mandato como Deputado Federal e já foi Secretário do Conde – mas incrivelmente despreparado. Despreparado???
Amigos leitores, tive a oportunidade de ouvir e ler grandes políticos e figuras públicas ao vivo, em entrevistas, livros e discursos (aliás a maioria tem mas não se interessa) e me cortou o coração “politicado” ouvir o Exmo. Sr. Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM/RJ), Presidente Nacional do Partido.
Da sua boca saiam palavras pouco amaciadas e atropeladas por impulsos desprovidos do sentimento alvo de um grande orador. Elogiar seu arqui-rival em cadeia nacional (só funciona no esporte) e fazer críticas pontuais em assuntos destinados apenas aos forasteiros do nosso “Impávido Colosso” talvez tenha sido o apogeu de sua ingenuidade. Em tom de campanha eleitoral nosso Deputado viu-se em construções frágeis a ponto de desmoronarem, sem pestanejar, em sua cachola na próxima pergunta a ele dirigida. Ao final da entrevista, no quadro chamado “PINGA FOGO” suas palavras pareciam lutar contra as leis da Física.
Falar de Getúlio e JK é tarefa fácil para qualquer brasileiro e quisá estrangeiro, não seria diferente para nosso Deputado.
Golpe Militar de 64? Essa é moleza: um desastre!!!!
Dizer que Collor perdeu uma grande oportunidade é uma verdade (ponto pro Maia). Itamar é um homem de sorte! 5 x 0 (com 3 de pênaltis).
SARNEY? (Dadadadadada… gaguejou 10s) preciso dizer?
FHC? Um dos grandes nomes da nossa política… (Se falasse economia tirava 7.5)
ARRUDA??????? (Isso mesmo, o da grana na meia!) “Grande amigo meu que infelizmente foi pego na operação da PF.” Infelizmente… ambíguo ou não?
E o LULA? (pausa para não falar M….) Homem de sorte também? Que falta de criatividade. 20 anos deve ser no mínimo perseverança. Seria melhor: O FILHO DO BRASIL! Amenizava o ambiente e de quebra tirava um sorriso do entrevistador.
O alívio veio ao ser perguntado sobre um filme. Um filme? – Não estou com filmes na cabeça. (Ufa! Ainda bem que acabou…)
Galera (não sou o Justus, ele tirou o topete), sejamos justos (com “O”) para reconhecer que ter que apoiar o Serra na eleição presidencial não é fácil, ainda mais contra A LULA (deu fome…). Melhor seria apoiar Aécio Neves, sujeito simpático e competente, ao Serra só cabe o último adjetivo. Mesmo assim , a sorte está do lado do nosso Deputado. Eleger o Alckmin seria MISSÂO IMPOSSÍVEL 4.
Considerações vascaínas,
Hasta lunes, martes, miercoles, jueves, viernes o otro dia mejor!
Saudações Tavarianas!!!
Eu já estava com saudades de vocês!
Depois do episódio do Couto Pereira (Coritiba vs Fluminense) as autoridades resolveram se manifestar (e já era hora)
Segue abaixo o Projeto de Lei do Deputado Estadual Gilberto Palmares (PT/RJ):
PROJETO DE LEI Nº 2787/2009
EMENTA:
| DISCIPLINA O INGRESSO DE TORCIDAS ORGANIZADAS NOS EVENTOS ESPORTIVOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. |
Autor(es): Deputado GILBERTO PALMARES, LUIZ PAULO
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
Art. 1º: Esta lei tem por objetivo disciplinar o ingresso das torcidas organizadas e coibir a violência nos eventos esportivos do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 2º: O Poder Público deverá cria ou indicar um órgão para registro das torcidas organizadas.
§ 1º: As torcidas deverão comparecer ao órgão especial de registro portando o seu estatuto.
§ 2º: As torcidas, uma vez registradas, deverão criar um cadastro de todos os torcedores a estas associados e/ou vinculados, que deverá ser registrado junto com o seu estatuto, devendo ser atualizado a cada 6 meses.
Art. 3º: As torcidas organizadas, uma vez registradas, terão direito de entrar nos jogos aos quais estão vinculadas, antes do início do jogo com os seus apetrechos.
Art. 4º: A Administradora de cada estádio poderá delimitar área para cada torcida organizada, objetivando facilitar a identificação de seus torcedores.
Art. 5º: Na ocorrência de atos violentos nos eventos esportivos ou fora deles, a (s) torcida (s) organizada (s) correspondente (s) ficará proibida de adentrar no (s) evento (s) subseqüente (s) com os seus apetrechos.
§1º Considera-se apetrechos das torcidas, para a proibição expressa no caput deste artigo:
I- Bandeiras de qualquer espécie;
II- Instrumentos musicais;
III- Camisas ou qualquer vestimenta que faça menção ao nome da torcida organizada;
IV- Sinalizadores, fogos de artifício e afins.
§ 2º Quando a violência de que trata o caput deste artigo resultar a morte ou lesão corporal gravíssima, a torcida organizada correspondente poderá ser proibida permanentemente de ingressar nos eventos esportivos.
Art. 6º: A quantidade de jogos a qual se aplicará a proibição de que trata o artigo anterior, será fixada de acordo com a violência praticada.
Parágrafo único – A proibição será de 01 (um) a 20 (vinte) jogos.
Art. 7º: Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 15 de dezembro 2009.
DEPUTADO GILBERTO PALMARES

JUSTIFICATIVA
A presente proposição tem por objetivo evitar a ocorrência de atos violentos nos estádios de futebol, para que os eventos esportivos possam manter a sua organização, estimulando a frequência das famílias, de crianças e das pessoas que veem nesses eventos uma forma de lazer e diverção.
Este projeto visa ainda evitar que ocorra no Estado do Rio de Janeiro as cenas ocorridas recentemente no estádio Couto Pereira em Curitiba, na partida entre Coritiba e o Fluminense em que o time da casa foi rebaixado para segunda divisão do campeonato brasileiro, causando revolta de sua torcida que invadiu o estádio agredindo os demais torcedores, bem como aos policiais que ali estavam presentes.
Pelo exposto, peço aos meus pares a aprovação do presente Projeto de Lei.
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Fonte: ALERJ
Bom dia! Bom dia! Bom diaaaa!!!
Saudações Tavarianas, bem vindos à Terra!
Olá amigos leitores,
Raízes do Brasil – Sérgio Buarque de Holanda
Toda a estrutura de nossa sociedade colonial teve sua base fora dos meios urbanos.
É preciso considerar esse fato para se compreenderem exatamente as condições que, direta ou indiretamente, nos governa até os dias atuais. É importante ressaltar que a civilização que os portugueses aqui instauraram não foi de característica agrícola, mas rural. Sendo assim, as cidades eram simples dependências das propriedades rurais. O ano de 1888 (Abolição da Escravatura) é considerado um marco divisório em nossa evolução nacional. Na monarquia eram ainda os fazendeiros escravocratas e seus filhos que monopolizavam a política, dominando os parlamentos, os ministérios, e todas as instituições. Antes, em 1850, com a supressão do tráfico negreiro, iniciou-se um movimento regular de constituição das sociedades anônimas. Nesse mesmo período houve a organização e a expansão do crédito bancário e com conseqüente estímulo à iniciativa particular. Houve ainda o estabelecimento de meios de transportes modernos entre os centros de produção agrária e as grandes praças comerciais do Império. Não faltou argumento dos partidários eternos do status quo que temerosos do futuro incerto defendiam o repouso permanente das instituições. Por outro lado, por serem principalmente portuguesas e não brasileiras as riquezas às sombras do comércio negreiro, havia certa mobilização a favor do novo modelo. Com o fim de um comércio que constituíra a origem de algumas das maiores fortunas brasileiras do tempo, forçosamente houve disponibilidade de capital. Há de se crer que a própria fundação do Banco do Brasil em 1851 está relacionada com um plano de aproveitamento dos recursos em um grande instituto de crédito. A ânsia de enriquecimento, favorecida pela facilidade de crédito, contaminou logo todas as classes e foi uma das características notáveis desse período de prosperidade. Nos domínios rurais, a autoridade do proprietário de terras não sofria réplica. Tudo se fazia consoante sua vontade muitas vezes despótica. O engenho constituía um organismo completo e que, tanto quanto possível, se bastava a si mesmo. A respeito dessa autarquia rural no Brasil, observou Frei Vicente do Salvador: “verdadeiramente que nesta terra andam as coisas trocadas, porque toda ela não é república, sendo-o cada casa. Os escravos das plantações e das casas e também os agregados, complementavam o círculo familiar e com ele reforçavam a autoridade do patriarca. Este último, sempre imerso em si mesmo, não tolerando nenhuma pressão de fora, mantinha o grupo familiar imune de qualquer restrição ou abalo. Em seu recatado isolamento desprezava qualquer princípio superior que pudesse perturbá-lo ou reprimi-lo. Dessa forma o quadro familiar torna-se tão poderoso e exigente que sua sombra persegue os indivíduos mesmo fora do recinto doméstico. A entidade privada precede sempre, neles, a entidade pública.
O resultado era predominarem sentimentos próprios à comunidade doméstica, naturalmente particularista e apolítica, uma invasão do público pelo privado, do Estado pela família.
Com o declínio da velha lavoura e ascensão dos centros urbanos é bem compreensível que os grandes senhores e seus filhos ocupassem os principais cargos. E que transportada de súbito para as cidades, carregassem consigo mentalidades, preconceitos e atributos específicos de sua primitiva condição. O trabalho mental é visto como digno pelos antigos senhor feudais e seus herdeiros. Numa sociedade como a nossa, em que certas virtudes senhoriais ainda merecem largo crédito, as qualidades do espírito substituem os títulos honoríficos e símbolos como o anel de grau e a carta de bacharel equivalem a autênticos brasões de nobreza.
Um dos efeitos da improvisação quase forçada de uma espécie de burguesia urbana no Brasil, está em que certas atitudes peculiares, até então, ao patriciado rural, logo se tornaram comuns a todas as classes como norma ideal de conduta. Estereotipada por longos anos de vida rural, a mentalidade de casa-grande invadiu assim as cidades e conquistou todas as profissões, sem exclusão das mais humildes. Na ausência de uma burguesia urbana independente, os candidatos às funções novamente criadas recrutam-se, por força, entre indivíduos da mesma massa dos antigos senhores rurais, portadores de mentalidade e tendência características dessa classe. A pujança dos domínios rurais, comparada à mesquinhez urbana, representa fenômeno que se instalou aqui com os colonos portugueses, desde que se fixaram à terra.
E essa singularidade avulta quando posta em contraste com o que realizaram os holandeses em Pernambuco. O predomínio esmagador do ruralismo, segundo todas as aparências, foi antes um fenômeno típico do esforço dos nossos colonizadores do que imposição do meio.
Considerações Vascaínas e hasta lunes!