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Fotografia de Márcia Foletto, mote para o enredo ficcional

Fotografia de Márcia Foletto, mote para o enredo ficcional

Boa noite amigos(as) leitores,

Navegando nos sites de alguns jornais, já no fim da tarde para dar uma atualizada sobre o que está acontecendo mundo afora, deparei-me com esta informação e decidi compartilhá-la com todos vocês: o jornal O Globo, por intermédio do seu prestigiado suplemento literário “Prosa & Verso”, divulgou recentemente o concurso cultural “Contos do Rio”.

Sou grande amante da literatura e entendo que os governantes do nosso país poderiam, como tantas outras coisas, darem maior incentivo a produção literária nacional. Mas paciência, já que isso não acontece, vamos pelo menos prestigiar as poucas iniciativas existentes neste ramo.

A seguir tentarei resumir o que extrai do regulamento do concurso, mas aconselho aos interessados que façam uma leitura mais detalhada diretamente na página que contém todas as informações.

- A organização do concurso estará recebendo as redações do dia 10 de abril até 11 de junho de 2010;

- A participação é destinada àqueles autores desconhecidos, com mais de 18 anos e que apresentem textos inéditos (não podem ter sido divulgados sob forma alguma, nem mesmo através de sites na internet);

- Escritores que possuem textos já publicados, ganhadores de edições anteriores do concurso e pessoas ligadas às oraganizações globo não podem participar;

- Os contos deverão ser enviados por correio ou entregues em endereço específico;

- Os textos enviados devem estar correlacionados ao tema proposto e não pode trazer difamação, pornografia, apologia ao crime, ofensa religiosa, racismo, propaganda e direcionamento político;

- Cada autor poderá participar somente uma vez, isto é, enviando somente um texto. Este texto deverá conter no máximo 5.000 caracteres (contando inclusive espaços em branco).

- Através de comissão julgadora, serão eleitos e divulgados os 10 melhores. Tendo premiação para os 3 primeiros no valor de 3 mil, 1.5 mil e 1 mil reais respectivamente.

Ao todo são 25 regras, que estão detalhadas no link a seguir: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=278125&cx=0

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Bom dia amigos e amigas,

De volta com as resenhas após um breve intervalo, venho hoje dalar sobre o “Água para Elefantes”. O texto original foi resgatado pelo amigo André Silva, da época do nosso Confabulando. Espero que gostem e até o próximo post.

Durante a minha rápida estada na terra da garoa no início de 2008, entre outras coisas e principalmente durante as locomoções entre um cliente e outro, arrumei tempo para ler Água para Elefantes. A indicação veio de um amigo que por lá estava há mais tempo e surgiu durante um rápido café expresso na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, que fica na Paulista. A minha primeira reação foi achar que ele estava brincando comigo, ou algo do tipo. Mas pelo tom de seriedade do interlocutor, me veio o seguinte pensamento: o que esperar de um livro cujo título enseja a ingrata tarefa de manter hidratado um paquiderme que consome litros e mais litros de H2O diariamente?

Pois bem, após o café nos despedimos e voltamos aos nossos trabalhos, mas fiquei com o tí­tulo em minha cabeça. Não demorei muito e naquela tarde mesmo fiz o pedido do livro através de uma loja virtual. Lá podemos nos dar ao luxo de comprar num dia e receber no outro. Foi o que aconteceu e já no dia seguinte, para tentar sanar logo a minha curiosidade, lá estava eu dentro de um daqueles ônibus sanfonados portando o livro cujo simpático título me havia tirado o sossego.

Na primeira da orelhas descobri a existência de um Sr. Jacob Jankowski, de 93 anos que vive numa casa de repouso para pessoas da terceira idade. Percebe-se também que o Sr. Jankowski tem uma forte ligação com o mundo circense e logo me remeto ao tí­tulo do livro: as coisas começam a se conectar.

Na segunda orelha do livro ficamos sabendo de Marlena, estrela em um número de cavalos, e de Rosie, aparentemente uma elefanta burra. Nesta orelha descubro ainda que a ligação entre os 3 seria a chance de ouro para que sobrevivam ao obscuro mundo do qual fazem parte. Espere aí, então temos um velho senhor, uma jovem mulher e uma elefanta. Como esse enredo pode dar certo?

Após perder sua esposa, o Sr. Jankowski vai para um asilo e lá encontra simpáticas senhoras, enfermeiras solícitas e muitas recordações do seu passado distante e turbulento. O enredo começaa quando após ficar órfão e com aproximadamente 23 anos, ele larga a faculdade de veterinária e mergulha naquela que seria a maior aventura de sua vida. Eis que ele conhece o circo Irmãos Benzini, levado de um lado ao outro dos EUA através do Esquadrão Voador, trem de propriedade do circo.

O Sr. Jankowski recorda-se vivamente dos tempos em que era Jacob, o responsável por cuidar dos animais que passou poucas e boas nas mãos do Tio Al, o empresário do circo, e de August, sujeito de dupla personalidade que era o chefe do setor dos animais. Tem ainda um velho cachaceiro que dependerá muito da ajuda de Jacob, um anão e sua cadela mimada e outros personagens marcantes.

Por 70 anos o Sr. Jankowski guardou um segredo à  respeito de sua vida vida circense, que engloba duas paixões: primeiro por Marlena, a jovem do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta teoricamente imprestável adquirida para ser a salvação da lavoura, ou melhor, do circo.

Jacob, ainda moço aos vinte e poucos anos e Sr. Jankowski, já senil, alternam-se entre juventude e velhice, paixão e melancolia, insegurança e temperamento forte. E assim desenrola-se Água para Elefantes, num clima envolvente e de personagens marcantes que convivem num mundo misterioso e encantador.

E é isto, espero ter passado por alto a trama deste bom livro de Sara Gruen e desejo a todos uma boa leitura.

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Esta é a resenha de um livro que acabei de ler, O Senhor das Moscas. É surpreendentemente bom. Um romance psicológico que revela o homem tal como ele realmente é: um animal domesticado, mas, ainda assim, um animal.

Há uma clara influência em Lost, mas as tramas tomam caminhos diferentes. A estória gira em torno de um grupo de meninos que ficam sozinhos numa ilha, após um acidente de avião, durante uma guerra e precisam se virar sem adultos (figura da autoridade).

Crianças, que teoricamente não carregariam os males construídos na nossa sociedade. Uma oportunidade para se iniciar uma tabula rasa, uma sociedade criada a partir do zero, de acordo com o mito do Bom Selvagem, de Rousseau.

Não demora muito até que os meninos tenham a necessidade de se organizarem, para conquistarem seus objetivos. Surgem dois candidatos naturais a líder, Ralph, o persuasivo, orador, de iniciativa, e Jack, o destemido e mais forte do grupo. Ralph é eleito pelo grupo o líder, por se apossar de uma concha, símbolo que ao longo do livro é colocado como o direito ao poder.

Porém, Ralph carece de estratégia, de um raciocínio capaz de se antever a problemas e bolar soluções. Porquinho, um menino gordinho míope, é a voz da razão no grupo, o elemento que possui estas características que faltam a Ralph. Mas, pelo seu porte físico e inocência, é o “bullied” do grupo. Não possui voz ativa e suas opiniões só provocam risadas.

Juntos, Ralph, Jack e Porquinho se completam, mas não se entendem bem. Ao longo da estória, Jack se destaca, por ser aquele mais capaz de conquistar a admiração do grupo, através de seus feitos e por ser mais capaz de “protegê-los” do “bicho que ronda a ilha”. Assume, desta forma, a liderança definitiva dos demais. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência …

Porém, é uma liderança negativa, que corrompe a personalidade individual dos meninos, que passam a assumir a personalidade do grupo: selvagem, que só teme o mais forte, o líder do grupo.

O livro é repleto de simbolismos, dentre eles, um que é personificado e dá o nome à obra. A leitura não é das mais fáceis, pois o autor utiliza várias das passagens dos livros para fazer análises sobre ideologias, sistemas sociais, características comportamentais individuais e de grupo.

O mais interessante é como o autor ilustra exatamente aquilo que acredito, recebemos tanta educação, mas a educação sem considerável reflexão nada mais é do que uma fina película, facilmente rompida diante de situações extremas.

Todo mundo é educadinho, dá bom dia, vai à igreja, critica o próximo, que furou fila. Mas quando ocorreu o Katrina, por exemplo, vimos exemplos do que o homem civilizado é capaz , quando não é vigiado e a aparência de civilização é destruída. Inúmeros saques, estupros, pessoas matando umas às outras, mesmo quando inúmeras pessoas precisavam de ajuda. É por essas e outras que não acredito em anarquia, anarquistas são ingênuos, por depositarem uma fé completamente cega no ser humano.

Estimule a reflexão, torne as pessoas conscientes, contribua para uma sociedade melhor. Mas esteja preparado para usar a força, se preciso, lembre-se que a selva continua aqui, só está adormecida. Como diriam os romanos (em relação aos gregos), de que adiantam dois mil anos de arte se você não sabe se proteger ? Porquinho que o diga.

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Esta é uma resenha sobre o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Será mais bem compreendida se você já o leu antes, mas tentei escrevê-la de uma forma que isso não seja necessário, pois minha intenção é concluí-la traçando um paralelo entre a obra e a nossa sociedade.

Foi o primeiro livro que li do autor, mas eu ainda não li obra que tratasse com profundidade tantos temas interessantes e importantes ao mesmo tempo e ainda fosse divertida.

A obra retrata uma sociedade futurista em que o indivíduo nada mais é do que uma peça que compõe o todo. A subjetividade e individualidade não existem mais. Os valores já não são mais os mesmos, a verdade e a liberdade foram trocadas por estabilidade social, bem do coletivo e ausência de tudo que teria potencial para trazer infelicidade: guerras, doenças, ódio e paixão, envelhecimento, pesar da morte, etc.

Este é um livro teoricamente de ficção, que narra uma sociedade num futuro hipotético, muito distante. Mas é atualíssimo. Vários dos dilemas morais que o livro aborda já são uma realidade em nosso tempo.

O aspecto que achei mais interessante é a fuga de clichês e de parcialidade. Você, em certa parte do livro, é induzido a acreditar que O Selvagem, personagem que se rebela contra o sistema, é o herói do livro. Mas uma observação mais crítica nos permite concluir que ele é, ao mesmo tempo, herói e anti-herói.

Explico. A sociedade não é exatamente totalitária, no sentido de ser fruto de mera arbitrariedade de um louco que assumiu o poder. Os seus idealistas realmente acreditam que ela oferece o que há de melhor para o ser humano. O debate entre o protagonista (O Selvagem, rebelde) e o antagonista (Mustafá Mond, administrador do sistema) demonstra bem o que eu quero dizer. Para cada argumento do Selvagem, há um poderoso contra-argumento de Mustafá. Em sua essência, o debate mostra que a vida é feita de escolhas e cada escolha é uma renúncia. No final das contas, não é uma luta do bem contra o mal, mas de escolher entre coisas que parecem se equivaler: o que vale mais, uma sociedade livre, mas instável, com guerras e conflitos, ou a ausência de liberdade, a morte do livre arbítrio, da vontade, ou a paz, a saúde, a estabilidade, o prazer, a “felicidade” ? Aspas, pois o livro mostra que não é tão fácil assim definir o que é felicidade.

Embora o livro termine sem deixar uma posição fechada sobre o que seria melhor, nós, em nossa subjetividade, podemos analisar seu conteúdo e compararmos com a nossa realidade. Quando observamos exclusivamente a sociedade que o livro descreve, sem chegar a ler os argumentos de Mustafá, vemos um coletivo de idiotas úteis. Pessoas que não possuem vontade própria, que vivem para realimentar o sistema. Que se entorpecem de vícios para fugir da realidade. Ora, parece ou não a nossa sociedade dos dias de hoje ? Troque o soma (droga no livro utilizada para que as pessoas consigam superar todas as adversidades) pelo crack, pela novela, pela bebida, ou por qualquer outra coisa que te faça esquecer sua vida medíocre. Veja os discursos dos psicólogos, que dizem que a família tradicional não tem tanta importância, que eles conhecem mais do que os próprios pais a melhor forma de se educar os filhos. Observe o quanto o estado também cada vez mais dita como os nossos filhos serão educados. O quanto valorizamos estupidamente o trabalho, como se fosse um valor em si, não um meio para obtermos nosso sustento. O quanto as pessoas cada vez mais perdem a própria opinião e seguem aquilo que os meios de comunicação dizem (condicionam). Sim, o Admirável Mundo Novo já não é mais novo.

Como se não bastasse um livro com um conteúdo excelente, destaca-se também pela forma. Partes dos diálogos dos personagens é construída numa linguagem poética. O autor mistura a fala dos personagens com trechos da obra de Shakespeare e de demais autores clássicos, tudo organizado de uma forma que se encaixa perfeitamente na estória. É um artifício utilizado para lembrar ao leitor como os livros clássicos já abordaram as grandes questões da humanidade. Desta forma, os diálogos giram não só em torno das grandes questões políticas da sociedade como um todo, como sobre aspectos mais subjetivos, como a morte da verdadeira arte, da poesia com conteúdo, da beleza e, porque não, do amor. Demonstra a transição de uma sociedade romântica para uma sociedade extremamente racional e mecanizada. Tal qual vivemos hoje.

É melhor parar por aqui. Resenhar, no fundo, é abstrair. E abstrair significa priorizar umas coisas para eliminar outras, deixar de falar delas. Leiam. Seria, no mínimo, um pecado dar a entender que existem partes supérfluas no livro. Que Ford me perdoe.

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Hermenêutica

4 comentários

Alegria, alegria meu povo eu estou de volta. Nem tão alegre assim, mas estamos vivos então comemoremos. Conversando com o Marcos Freitas gostei da idéia dele de falar sobre expressões da sua área de conhecimento. Como no meu caso é o direito e com a corrida pela estabilidade em empregos públicos a maioria do vocabulário é de conhecimento público. Mas mesmo sabendo disso resolvi tentar, hoje irei explicar de forma sucinta o que é a Hermenêutica.

 

“A hermenêutica é a teoria ou a arte da interpretação. Ela surge, enquanto filosofia, como desenvolvimento das hermenêuticas jurídica, bíblica e literária e tem seu apogeu na metade do século XX. Apregoa, em breves linhas, que a verdade é fruto de uma interpretação. Se, antes, era uma teoria que ensinava através de metodologias como interpretar textos, agora, como filosofia, a hermenêutica significa um posicionamento diante do problema do ser e da compreensão que dele possamos ter.”

 

 

 

 

Como o texto explica a Hermenêutica nada mais é do que a boa e velha interpretação. Só que com algumas regras metodológicas, mas nada que mude muito da interpretação do nosso dia-a-dia geralmente utilizamos os critérios da Linguísticos e Históricos. Baseado nisso a hermenêutica no direito é usada para interpretar as leis, norma e etc. Dando uma definição mais compreensível para a famosa “Lei Seca”. Não estou falando da lei que proibi a ingestão de bebidas alcoólicas por pessoas que estão dirigindo, estou falando é da lei limpa sem interpretação, anotação,ou, qualquer outro tipo de comentários.Esta expressão é comum no meio jurídico e logicamente da galera concurseira.

 

O que seria a explicação de uma expressão terminou sendo de duas expressões do cotidiano do aplicador do direito, do concurseiro e da galerinha que é da área.

 

Um abraço a todos e este FDS deve vir outro texto. To aceitando indicações de temas…

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ModernoPapo Internacional!

Salve amigos leitores.

No dia 22 de Setembro de 2009 Publicamos nosso primeiro Post aqui no ModernoPapo, desde então usamos o Google Analytics para gerenciar os acessos ao nosso site. Lá temos informações sobre o IP de acesso, qual navegador está sendo usado, que tipo de conexão, e principalmente de onde vêm esses acessos, e é aí onde quero chegar.

Me animou o fato do nosso modesto Blog ser visitado por mais de 10 Países em todo mundo (vide tabela abaixo). Não dá para saber ao certo se são Brasileiros no exterior ou se são estrangeiros que acessam nosso Blog, mas o que importa é saber que nossas opiniões, idéias e projetos estão sendo compartilhados com o mundo todo.

acessos

acessos2

Um outro dado importante que também gostaria de compartilhar com vocês é a quantidade de acessos que vemos tendo. São mais de 1.500 visitas (por IP), 3.106 Pages Views, destes 64,22% são novos visitantes e 32,78% são pessoas que acessam nosso blog periodicamente.

Para nós que fazemos o ModernoPapo é muito gratificante saber desses números. Faremos o possível para melhorar a cada dia, continuando com esse jeitão de “caderno de anotações” onde compartilhamos com todos, nossas idéias e opiniões.

Seus comentários são muito importantes para o desenvolvimento do Blog, qualquer opinião é sempre muito bem vinda.

Obrigado!
Thank you!
Danke!
Merci!
Asante!
Grazie!
Go raibh maith agat!

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Bom dia! Bom dia! Bom diaaaa!!!

Saudações Tavarianas, bem vindos à Terra!

Olá amigos leitores,

Lunes, lunedi, lundi, lundo, monday ou montag. Não importa o idioma. É o segundo dia da semana, o dia da lua. Para muitos o dia mais chato. Para mim o segundo melhor dia!

Já ouviram dizer que segunda-feira é o dia do recomeço?

Eu discordo totalmente. O que começa na segunda não vai pra frente: dieta, academia, emprego, projetos, estudos et cætera e tal.  E é por isso mesmo que resolvi começar a escrever na sexta-feira, a saber, o melhor dia da semana. Mas este já é outro assunto.

Ceteris Paribus, eu acordo muito bem disposto no dia da lua. Não que eu ame trabalhar, mas aquela morena do ônibus me deixa encantado. Eu torço pra acabar o Fantástico, certo de que na manhã seguinte lá vai estar ela. Sempre linda e cheirosa (pena que ela nem sabe que eu existo).  Mas e daí? Eu a chamo de Thata (Tavares hein, hein?! Sacaram??).  Bem, voltando ao assunto…

É na segunda que acabo de ler o jornal da sexta, mas desta vez deixei o jornal na gaveta do escritório e levei a revista Exame (1) para casa. Não que dessa vez o jornal tenha sido desinteressante, mas como resolvi falar de tecnologia, a Exame bateu um bolão. E nesse jogo foi o Chile quem saiu ganhando. Chile? É, o “CH” está com tudo! (E agora, quem poderá nos ajudar?!)

Há algum tempo o Chile vem se destacando no cenário mundial. Não possui grandes figuras como “o Cara” ou “the Man”, mas caminha a passos firmes no plano político e no planejamento econômico. Graças a incentivos do governo, infraestrutura de alto padrão e profissionais qualificados, o Chile transformou-se num pólo de empresas de tecnologia e terceirização de serviços. Grandes empresas como a GE, Equifax, Oracle e a TCS já atuam com força no Chile.

Qual é o segredo? A resposta é simples: trabalho.

No setor de tecnologia o governo chileno criou um programa especial para atrair investidores estrangeiros, com incentivos financeiros durante as fases de prospecção, instalação e desenvolvimento do negócio. Como resultado dessa política, as receitas obtidas com a exportação de serviços globais superaram (2) 800 milhões de dólares no ano passado, um aumento de 400% se comparado a 2006. A expectativa é que até 2010 esse setor alcance a cifra de 1 bilhão de dólares. Para se ter idéia, o setor de vinhos, um dos mais fortes e tradicionais, exportou 1,4 bilhões de dólares em 2008.

Atenção vampiros digitais, o nosso vizinho está com tudo!

É fato que o Brasil de hoje é muito bem visto mundialmente e que melhoramos em muitos aspectos, porém, a nossa preocupação deve ser com a sustentabilidade do processo de desenvolvimento econômico. Enquanto fecharmos os olhos para a inovação tecnológica, ficaremos sendo sempre “o país do futuro” como “encantou o poeta Renato Russo.

E por falar em poesia… aquela morena um dia vai ser minha. Enquanto esse dia não chega… advinha só?!

Considerações vascaínas e hasta lunes!

 

(1)     Revista Exame. Edição 954 ano 43, n° 20 – 21/10/2009

(2)     Corfo (Corporación de Fomento de La Producción)

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Kindle

Quem vencerá?

A notícia de que a Amazon liberou as vendas do Kindle, um dos mais famosos leitores eletrônicos, para o resto do mundo pegou muita gente de surpresa aqui pela terrinha. O aparelhinho já está inclusive numa segunda geração, mas ainda não havia sido comercializado “oficialmente” por essas bandas.

Há quem prefira o concorrente, há quem critique a qualidade, o preço, entre muitas outras coisas. Mas o fato é que junto com a notícia vem um misto de nostalgia com saudosismo e uma impressão de que as coisas estão evoluindo muito rapidamente.

Nós – esta imensidão de amantes dos romances, contos, ficções e cordéis , entre outros – estamos preparados “emocionalmente” para mais esta reviravolta tecnológica?

Imagine o que os seus filhos e netos dirão daquela biblioteca inacabada, naquele quartinho apertado! Seus bons companheiros de longa data vão virar artigos de museu!? Sabemos que isso irá acontecer, mas ainda não conseguimos precisar em quanto tempo.

Já passamos por isso com a máquina de datilografia, com o telefone, com a câmera fotográfica e agora chegou a vez dos livros, jornais e revistas. Talvez por isso, dessa vez seja menos doloroso e até mesmo mais prazeroso, ou não. Tudo irá depender de fatores como a oferta de títulos, da rapidez com que chegarão as traduções e de diversos fatores técnicos…

Enfim, tenho a expectativa de que com este post sejamos convidados a refletir sobre mais essa boa nova do mundo tecnológico que traz mudanças interessante para o nosso cotidiano. Boas leituras a todos, seja em papel ou num Kindle ;-)

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