Quando ela (ou ele) ganha mais
Casamento: para muita gente, viver junto também pode ser uma boa oportunidade de dividir despesas e compromissos. É mais barato morar a dois do que sozinho. Com o chamado ganho de escala, é possível economizar no pagamento do aluguel, condomínio, conta de luz, TV a cabo… Mas, quando um ganha mais do que o outro, como o casal deve dividir as despesas?
Com medo de parecer mesquinho, materialista ou insensível, há quem evite tocar nesse assunto com o companheiro. Entretanto, segundo especialistas, o casal deve conversar com naturalidade sobre dinheiro e buscar junto a melhor forma de dividir as despesas. Um pode arcar com a conta de luz e a do condomínio e o outro com uma despesa maior, como o financiamento da casa própria, por exemplo. Vale qualquer combinação, desde que feita com base nos sentimentos que uniram o casal: carinho, amizade e respeito.
Para os que buscam fórmulas prontas, uma dica é dividir as despesas conjuntas de acordo com a percentagem de salário de cada um na renda do casal. Ou seja, se a renda total da família é composta por 70% dos ganhos dele e 30% dos ganhos dela, a divisão das despesas deve seguir a mesma proporção (70% e 30%). Dessa forma, ambos podem reservar parte do seu orçamento para gastos pessoais.
Nos casos em que um dos cônjuges não trabalha fora ou não tem renda, o ideal é estipular uma verba para as despesas pessoais de quem fica em casa. Seja qual for a situação, é fundamental lembrar que o valor do indivíduo na relação nunca deve ser medido pelo salário. Não é só porque um ganha mais do que o outro que as decisões devem se concentrar em suas mãos. Num casal, é importante que cada um mantenha sua autonomia e auto-estima.
Mais dicas para gastar bem a dois
Conheçam as despesas: ambos devem saber o custo de cada item que se leva para dentro de casa, o quanto se gasta na feira, no supermercado, na padaria…
Aprendam a dividir: antes de assinar um cheque, pensem na família. Apesar de ser importante manter a independência financeira, é preciso ver se seus gastos não vão afetar o orçamento familiar.
Estabeleçam responsabilidades: definam qual dos dois vai se encarregar do pagamento das contas, quem é que vai acompanhar o saldo da conta conjunta etc.
Abram uma conta conjunta: mantenham uma conta corrente separada para os gastos do casal. É para lá que os dois devem transferir a parte do salário a ser usada no pagamento de contas do mês.
Mantenham suas contas e cartões individuais: mesmo que um não trabalhe, os dois devem ter contas correntes próprias e cartões de crédito, de forma a manter a autonomia.
Formem um fundo de emergência: na hora de somar as despesas fixas do casal, adicionem à conta 10% do valor para um fundo de emergência. Apliquem a reserva num investimento que permita acesso fácil e rápido ao dinheiro em uma eventualidade.
Planejem juntos: estabeleçam objetivos comuns de curto, médio e longo prazos. Definam aonde chegar com o planejamento financeiro e que ações devem ser tomadas para atingir as metas.
Desconfiem de regras: sintam-se livres para encontrar fórmulas próprias de harmonia financeira. Mesmo que isso inclua não ter regras. Só não vale economizar no amor.
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