ModernoPapo

Uma maneira diferente de falar sobre Tecnologia, Cultura, Esportes e Entretenimento. Pense, Comente, Discuta, Confabule Conosco …

Navegando Posts marcados como sociedade

Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!

Olá amigos leitores,

Hoje a cidade do Rio de Janeiro está completando mais um ano de vida. Fundada por Estácio de Sá em 01 de março de 1565, a nossa cidade maravilhosa ainda precisa evoluir em muitos aspectos.

sergiocabral_blog_1Um deles, e acredito que seja unanimidade entre seus habitantes e frequentadores, é a segurança pública. Quem nunca viu, ouviu ou já sofreu com a violência no Rio de Janeiro?

Nos últimos tempos, um novo conceito de combate à violência tornou-se alvo de elogios da mídia e de propaganda eleitoral. A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Não estou aqui para criticar o novo modelo. Antes acredito que é uma ação que já deveria ter sido tomada a muito tempo. O que me chama atenção não é o modelo mas sim o modo como está sendo implantado.  E encontrei no Deputado Estadual Marcelo Freixo do PSOL/RJ um “aliado”.

A falta de atenção àquela área (Zona Norte) é uma das razões das críticas mais enfáticas. “A Cidade Maravilhosa está na  zona sul. Até aqui se optou principalmente por proteger essa ‘Cidade  Maravilhosa’, ironiza o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).  FONTE IG.

 

E-mail enviado em 22/12/2009.

Ao Excelentíssimo Sr. Deputado Marcelo Freixo.  Primeiramente venho agradecer a sua luta pelos direitos humanos e indignação pelo modelo de pacificação adotado pelo governo que ao meu modo de ver é para satisfazer a minoria e agradar ao turista.  Não sou da cidade do Rio de Janeiro, moro em São Gonçalo, mas estou muito preocupado com essa preferência pela implantação das UPP’s na Zona Sul. É fato que com a ocupação das favelas, pela polícia, da Zona Sul os traficantes que lá atuavam vão procurar “novos mercados”. Basta ver o que já está ocorrendo em São Gonçalo (guerra entre facções criminosas). Há algum plano secundário para evitar essa migração do tráfico? Ou a maioria da população vai pagar pela proteção da burguesia que muitas vezes é consumidora das drogas que alimentam o tráfico?

Porque não começar pelo Complexo do Alemão que ocupa mais de 5 bairros e está no coração da Zona Norte. Porque não o Jacarezinho que impede o livre trânsito das pessoas que moram na Zona Norte?

Certo de sua atenção, Ansioso por sua resposta.

 

Resposta recebida em 27/02/09.

 

Prezado Rafael Tavares,

Nosso mandato tem buscado não aderir à euforia da mídia na abordagem das UPPs. Outras iniciativas semelhantes, como o GPAE, também foram muito comemoradas, mas hoje pouco se fala, quando não se critica.

Preferimos propor uma mundança completa do modelo de segurança pública, e não a instituição de “ilhas de excelência”, escolhidas para tranquilizar apenas alguns.

Temos dito que uma política de segurança sustentável depende de uma política de segurança social. Segurança pública é muito importante para ser entregue unicamente à polícia.

As favelas não devem ser entendidas como territórios inimigos, a serem ocupados. O Estado deve chegar a essas localidades em sua totalidade, e não apenas para vigiá-la.

Com frequencia, apresenta-se as UPPs como um grande avanço frente à violência do tráfico. Consideramos esta comparação descabida. Temos que avaliar o modelo não com a tirania do comércio varejista de drogas, porém com as exigências dos direitos humanos e constitucionais, que oferece segurança à cidadania sem relativização das liberdades.

Atenciosamente,

Mandato Dep. Estadual Marcelo Freixo – PSOL/RJ

Assessoria em Segurança Pública

 

O que você acha de tudo isso? Opine!

 

SV

  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut
  • MySpace
  • Google Gmail
  • Google Reader
  • Tumblr
  • WordPress
  • Reddit
  • Technorati Favorites
  • Delicious
  • Blogger Post
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Digg
  • Share/Bookmark

Saudações Tavarianas, bem-vindos à Terra!!!

Camaradas leitores e leitoras (risos),

Não. Não virei socialista, ainda! Talvez se me pusesse a estudar melhor O Capital.

A Venezuela está vivendo hoje mais um capítulo de sua história. Algo ainda obscuro para nós brasileiros. Sentidos ainda ofuscados pela nossa  tendenciosa e talvez maliciosa mídia.

Eu não estou aqui para dar minha opinião sobre Hugo Chavez. O que sei, pelos brasileiros e pelos venezuelanos, distoa de uma prévia concordância.

Venho aqui tratar de um assunto muito específico. Um dos assuntos mais discutidos pela mídia brasileira. A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Propaganda da Oposição

Propaganda da Oposição

O que a mídia mundial divulga é o que tem chegado aos nossos olhos e ouvidos. Talvez estejam buscando a aprovação popular para algum tipo de ação. E não me surpreenderia se a mesma fosse militar.

 

Alguém conhece a resposta de Chavez? Ou ele não respondeu?

Respondeu sim. Basta você conhecer os dois lados e formar a sua própria opinião. Ou você quer seguir às cegas?

 

Segue abaixo parte de seu discursso (PARTE II):

“En muestra fehaciente de una carencia palmaria de agenda política, la irracional “oposición” venezolana vuelve a cabalgar sobre la supuesta ausencia de libertad de expresión en el país con el afán de crear un clima de desestabilización y violencia. Esto amerita cierta reflexión.
El argumento que más se escucha en la menguada protesta es que el Gobierno impide o coarta la libre expresión del pensamiento. El problema no está allí, lo sabemos todos y todas.

Pregúntese cualquiera de ustedes, compatriotas, hombre o mujer, joven que me lees: ¿Qué hacer cuando un canal de televisión no quiere cumplir las leyes? ¿Cuándo no se pone en consonancia con la Ley de Responsabilidad Social en Radio y Televisión?

¿Qué hacer cuando un canal pretende pasar por internacional, con un 94% de producción nacional, burlándose de la legalidad vigente?
¿Por qué este canal no toma el ejemplo de infinidad de señales internacionales que salen a diario sin problema alguno? ¿Por qué sus directivos no comparecen ante los entes correspondientes y consignan los documentos requeridos?

El cuerpo legal del país no puede funcionar de acuerdo a los caprichos de la patronal mediática. No podemos ser complacientes con la ilegalidad, ni con la violencia desestabilizadora.

Por eso le digo al pueblo venezolano que no caiga en provocaciones: no le hagamos el juego a un grupo empresarial de la comunicación y a sus aliados que están buscando un pretexto para soliviantar la tranquilidad nacional.

El problema de fondo radica en que la oligarquía quiere entender la libertad, única y exclusivamente como el principio que garantice sus propios designios: a la medida de sus particulares intereses y privilegios. Así quedó demostrado el 12 de abril de 2002 cuando pateó a la Constitución y arrasó hasta con el más mínimo vestigio de legalidad. No señores, entiéndanlo de una buena vez, aquí hay un Estado social y democrático, de derecho y de justicia, que legítimamente el pueblo venezolano se ha dado en pleno ejercicio de su soberanía. Y Pueblo, Gobierno y Fuerza Armada Bolivariana, en unidad indivisible, estamos dispuestos a hacerlo respetar. ¡No podrán con nosotros y nosotras!

Nuestra Constitución y nuestras leyes forman el cauce de un destino que nos involucra a todas y todos por igual: aquí nadie está por encima de la ley y el Estado ya no está al servicio, como lo estuvo durante cien años, de los intereses y privilegios de los poderosos.

En realidad y en verdad, los jefes de la contrarrevolución no están haciendo otra cosa que reeditar un formato que ya conocemos. Se trata, una vez más, de embaucar a ciertos grupos para que les hagan el mandado: usándolos, como carne de cañón, en protestas que no se atreven a encarar.

Duele e indigna tener que recordarlo: ya la irresponsabilidad criminal de sectores apátridas le ha costado a Venezuela estos últimos días la muerte de dos jóvenes en Mérida. Dos asesinatos perpetrados por bandas en las que la presencia del paramilitarismo y del fascismo es evidente. Igualmente, fueron heridos a balazos dos guardias nacionales bolivarianos, así como agredidos y heridos numerosos policías en varias ciudades del país.

En el fondo, el pretexto es lo de menos: hoy es por un canal de televisión, mañana por la inseguridad y pasado por vaya usted a saber qué. Se trata de la misma tentativa desestabilizadora de siempre: de la misma conspiración mediática. Es el mismo golpe interminable desde abril de 2002, ahora enmarcado en el contraataque imperial.

Lo repito: ante esta situación, necesario es que nuestro pueblo se despliegue en batalla, con el partido, los estudiantes, la clase obrera, los movimientos campesinos, las mujeres, todas y todos en la vanguardia, con el fin de preservar la paz y la tranquilidad de todos los venezolanos y venezolanas: todos, esto es, incluidos quienes nos adversan, porque nada está por encima de la Patria. La presencia viva y activa de los estudiantes revolucionarios en las calles debe convertirse en un muro de contención que disuada y neutralice a quienes pretenden incendiar nuestras ciudades.

Y no menos necesario es que la Revolución no pierda la iniciativa y lleve el ritmo del combate en todos los terrenos. Especialmente, en el terreno comunicacional debemos tomar la ofensiva con todo el poder crítico y creador de la artillería del pensamiento”

O discursso na íntegra você encontra em http://www.diarioveaonline.com/

  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut
  • MySpace
  • Google Gmail
  • Google Reader
  • Tumblr
  • WordPress
  • Reddit
  • Technorati Favorites
  • Delicious
  • Blogger Post
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Digg
  • Share/Bookmark

Esta é uma resenha sobre o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Será mais bem compreendida se você já o leu antes, mas tentei escrevê-la de uma forma que isso não seja necessário, pois minha intenção é concluí-la traçando um paralelo entre a obra e a nossa sociedade.

Foi o primeiro livro que li do autor, mas eu ainda não li obra que tratasse com profundidade tantos temas interessantes e importantes ao mesmo tempo e ainda fosse divertida.

A obra retrata uma sociedade futurista em que o indivíduo nada mais é do que uma peça que compõe o todo. A subjetividade e individualidade não existem mais. Os valores já não são mais os mesmos, a verdade e a liberdade foram trocadas por estabilidade social, bem do coletivo e ausência de tudo que teria potencial para trazer infelicidade: guerras, doenças, ódio e paixão, envelhecimento, pesar da morte, etc.

Este é um livro teoricamente de ficção, que narra uma sociedade num futuro hipotético, muito distante. Mas é atualíssimo. Vários dos dilemas morais que o livro aborda já são uma realidade em nosso tempo.

O aspecto que achei mais interessante é a fuga de clichês e de parcialidade. Você, em certa parte do livro, é induzido a acreditar que O Selvagem, personagem que se rebela contra o sistema, é o herói do livro. Mas uma observação mais crítica nos permite concluir que ele é, ao mesmo tempo, herói e anti-herói.

Explico. A sociedade não é exatamente totalitária, no sentido de ser fruto de mera arbitrariedade de um louco que assumiu o poder. Os seus idealistas realmente acreditam que ela oferece o que há de melhor para o ser humano. O debate entre o protagonista (O Selvagem, rebelde) e o antagonista (Mustafá Mond, administrador do sistema) demonstra bem o que eu quero dizer. Para cada argumento do Selvagem, há um poderoso contra-argumento de Mustafá. Em sua essência, o debate mostra que a vida é feita de escolhas e cada escolha é uma renúncia. No final das contas, não é uma luta do bem contra o mal, mas de escolher entre coisas que parecem se equivaler: o que vale mais, uma sociedade livre, mas instável, com guerras e conflitos, ou a ausência de liberdade, a morte do livre arbítrio, da vontade, ou a paz, a saúde, a estabilidade, o prazer, a “felicidade” ? Aspas, pois o livro mostra que não é tão fácil assim definir o que é felicidade.

Embora o livro termine sem deixar uma posição fechada sobre o que seria melhor, nós, em nossa subjetividade, podemos analisar seu conteúdo e compararmos com a nossa realidade. Quando observamos exclusivamente a sociedade que o livro descreve, sem chegar a ler os argumentos de Mustafá, vemos um coletivo de idiotas úteis. Pessoas que não possuem vontade própria, que vivem para realimentar o sistema. Que se entorpecem de vícios para fugir da realidade. Ora, parece ou não a nossa sociedade dos dias de hoje ? Troque o soma (droga no livro utilizada para que as pessoas consigam superar todas as adversidades) pelo crack, pela novela, pela bebida, ou por qualquer outra coisa que te faça esquecer sua vida medíocre. Veja os discursos dos psicólogos, que dizem que a família tradicional não tem tanta importância, que eles conhecem mais do que os próprios pais a melhor forma de se educar os filhos. Observe o quanto o estado também cada vez mais dita como os nossos filhos serão educados. O quanto valorizamos estupidamente o trabalho, como se fosse um valor em si, não um meio para obtermos nosso sustento. O quanto as pessoas cada vez mais perdem a própria opinião e seguem aquilo que os meios de comunicação dizem (condicionam). Sim, o Admirável Mundo Novo já não é mais novo.

Como se não bastasse um livro com um conteúdo excelente, destaca-se também pela forma. Partes dos diálogos dos personagens é construída numa linguagem poética. O autor mistura a fala dos personagens com trechos da obra de Shakespeare e de demais autores clássicos, tudo organizado de uma forma que se encaixa perfeitamente na estória. É um artifício utilizado para lembrar ao leitor como os livros clássicos já abordaram as grandes questões da humanidade. Desta forma, os diálogos giram não só em torno das grandes questões políticas da sociedade como um todo, como sobre aspectos mais subjetivos, como a morte da verdadeira arte, da poesia com conteúdo, da beleza e, porque não, do amor. Demonstra a transição de uma sociedade romântica para uma sociedade extremamente racional e mecanizada. Tal qual vivemos hoje.

É melhor parar por aqui. Resenhar, no fundo, é abstrair. E abstrair significa priorizar umas coisas para eliminar outras, deixar de falar delas. Leiam. Seria, no mínimo, um pecado dar a entender que existem partes supérfluas no livro. Que Ford me perdoe.

  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut
  • MySpace
  • Google Gmail
  • Google Reader
  • Tumblr
  • WordPress
  • Reddit
  • Technorati Favorites
  • Delicious
  • Blogger Post
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Digg
  • Share/Bookmark

Ao ler a obra-prima Crime e Castigo do grande Dostoiévski me deparei com o dilema enfrentado pelo personagem principal, Raskólhnikov. Ele se convence, por meio de um raciocínio bem peculiar, que  está isento de toda e qualquer lei moral. Chega a esta conclusão após considerar-se pertencente a uma categoria superior, que não vê limites nem empecílhos para a realização dos seus objetivos.

Capture este pensamento preciptado de Raskólhnikov e olhe para as classes dominante/governante da nossa nação. Percebeu algo em comum? Tal raciocício é levado a extremos, quando são cometidos atos leviamos a todo momento, delitos contra quem quer que seja e ficam livres para fazerem mais, pois a impunidade, a liberdade, os foros privilegiados e muitas outras coisas mais das quais gozam, os permitem e os habilitam às mais diversas atrocidades, sem que no entanto sejam punidos.

Ok, o parágrafo anterior é um fato! Mas o que podemos e devemos fazer para mudar este cenário? Você quer uma sociedade assim para os seus filhos e netos? Imagino que não! Então quanto mais pessoas estiverem comprometidos com a cidadania, reclamantes dos seus direitos e votando conscientemente, mais estaremos contribuindo para um país mais decente, melhor administrado (em todos os âmbitos e esferas).

Sabemos que não é uma tarefa fácil, mas em algum momento há de surgir um alma de boa índole a fim de mudar isso. Nem que esta alma tenha sido criada por você. Sim, é isso mesmo: os cidadãos do futuro são as crianças de hoje, são os nossos filhos e netos. Devemos ensiná-los que existe um caminho viável e que é possível fazer do nosso país um lugar que não viva de apenas de promessas, de futurismos!

Talvez a minha geração não chegue a ver esse projeto concluído, mas está em nossas mãos iniciá-lo!

  • Twitter
  • Facebook
  • Orkut
  • MySpace
  • Google Gmail
  • Google Reader
  • Tumblr
  • WordPress
  • Reddit
  • Technorati Favorites
  • Delicious
  • Blogger Post
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Digg
  • Share/Bookmark
Powered by WordPress Web Design by SRS Solutions © 2010 ModernoPapo Design by SRS Solutions